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Quando não basta escolher entre gasolina e etanol


Fiat Grand Siena passa a ter predisposição para gás natural com garantia de fábrica e o melhor custo-benefício do segmento

6 de junho de 2019 - A linha Fiat Grand Siena acaba de incorporar, no Brasil, a predisposição de fábrica para instalação do kit gás. Desta vez, não se trata de um modelo com motor Tetrafuel como o que foi comercializado entre 2006 e 2016, mas de um opcional para o modelo Attractive 1.4 Flex, o que reforça a qualidade de sedã com o melhor custo-benefício do mercado, especialmente para o consumidor que pretende abastecer o carro com GNV.

Essa opção também faz do Grand Siena o único veículo do mercado a vir preparado de fábrica para o uso do gás natural, o que resulta em mais segurança, vida-útil, eficiência e economia, além de diminuir a depreciação e manter a cobertura da garantia de fábrica após a instalação de kits de quinta geração (por convertedores certificados pelo INMETRO). Dentre as modificações estão o coletor de aspiração projetado para receber os bicos injetores de gás na posição correta e a presença de válvulas (e sedes de válvulas) especiais no cabeçote do motor, com nova geometria e material mais resistente. A predisposição do coletor dá mais eficiência à formação da mistura ar-combustível e melhora o enchimento do motor e a performance, quando funcionando com gás. E, com seus 520 litros de volume, o porta-malas já tem espaço mais que suficiente para receber os cilindros de gás (confira na foto).


Com ampla oferta de equipamentos, o Grand Siena já foi eleito o melhor sedã do mercado brasileiro e apontado como o menor custo de manutenção de seu segmento, apresentando ainda uma das menores despesas por quilômetro rodado do mercado. “O Grand Siena já é um produto consagrado da Fiat, especialmente entre os profissionais. O Novo Grand Siena Attractive 1.4 preparado de fábrica para a instalação do kit gás é ainda mais atrativo ao oferecer o menor custo por quilômetro rodado entre os veículos de sua categoria e faixa de preço, mantendo a garantia original após a instalação”, afirma Herlander Zola, diretor do brand Fiat para a América Latina e diretor comercial da Fiat no Brasil.

A predisposição para GNV é especialmente atrativa para quem utiliza o carro como ferramenta de trabalho. Quem trafega 3 mil quilômetros por mês, por exemplo, recupera o valor investido no opcional (R$ 690) em até seis meses, conforme o preço do combustível. A garantia do modelo é de um ano para o veículo total e de três anos para motor e câmbio, nas vendas feitas pela Rede de Concessionários Fiat.

Dentre os equipamentos de série do Novo Grand Siena Attractive 1.4 estão ar-condicionado, direção hidráulica, computador de bordo, vidros elétricos dianteiros com one-touch e sensor antiesmagamento, função auxiliar para acionamento das setas indicando trocas de faixa (lane change), predisposição para rádio, alertas de limite e manutenção programada de velocidade, faróis biparábola e follow me home (sistema que mantém a luz do carro acesa por um breve período após o travamento das portas, para facilitar a visibilidade).


América Latina: um mapa de diversos combustíveis

Espera-se uma importante expansão na oferta de GNV nos postos brasileiros, tendo em vista que o país se tornou o sexto maior detentor de reservas de gás do mundo após a descoberta do pré-sal. Em 2018, o consumo do GNV cresceu 12,5%. Mas há ainda, no país, pelo menos outras três opções nas bombas dos postos de combustível: etanol puro, gasolina com 25% ou 27% de etanol (E25-27) e óleo diesel B10 (que contém 10% de biodiesel). Alguns postos contam ainda com pontos de recarga para carros elétricos.

Na América Latina, a gasolina é comercializada com diferentes porcentagens de etanol. A depender do país, ela pode vir com 10% de etanol ou menos, até a versão pura (E0). Por isso, a FCA precisa oferecer uma grande diversidade de motorizações. A solução mais famosa é a Flex, que domina o mercado brasileiro e permite rodar com etanol puro ou gasolina com pelo menos 22% de etanol (E22-E100). Nos países que comercializam gasolina com menor percentual de etanol, portanto, a FCA oferece soluções compatíveis.

A maneira mais simples de visualizar essa diversidade de combustíveis é dividir em seis grupos, conforme a imagem abaixo.


Perceba que em Chile, Venezuela, México e Bolívia é possível abastecer com gasolina pura, enquanto a maior parte dos países dos grupos 3 a 6 permite até 10% de etanol na mistura. Na Argentina a gasolina tem 10% de etanol e no Paraguai 25%, como a brasileira. Mas apenas no Brasil é possível abastecer com etanol puro. Características como altitude e octanagem também precisam ser levadas em conta na produção dos motores. Em parceria com a Magneti Marelli, a FCA desenvolveu um novo software capaz de gerenciar automaticamente misturas de zero a 25% de etanol na gasolina, para melhorar a sinergia entre os grupos 2 e 3. Alguns modelos, como a Strada 1.4/1.6L, já são comercializados com esse novo software desde o final de 2017 em sua versão EURO 5 Argentina.

E estamos falando apenas de gasolina e etanol. O diesel também tem variação, por exemplo, na quantidade de enxofre. Na Argentina, Brasil, Chile e Paraguai, o diesel comercializado é o S10, que tem baixo teor do elemento. Os motores a diesel da FCA foram desenvolvidos para esta especificação. No Brasil, como dissemos acima, a mistura contém ainda 10% de biodiesel, que é produzido a partir de óleos vegetais (principalmente de soja) e até gordura animal. Há planos de aumentar gradativamente esse percentual, para diminuir o impacto ambiental.

Por enquanto, o biocombustível mais famoso e utilizado continua sendo o etanol, que no Brasil é produzido a partir da cana-de-açúcar. Isso porque a tecnologia para sua combustão é avançada o suficiente para ganhar dos carros elétricos em termos de retorno pelo investimento. O presidente da FCA para a América Latina, Antonio Filosa, falou sobre o assunto na coletiva de anúncio dos investimentos da FCA na região, no ano passado: "O etanol é muito importante, não só porque já temos toda uma cadeia produtiva em funcionamento, mas porque é um combustível limpo e eficiente, que vai trazer mais desenvolvimento para muitas regiões. O etanol tem a molécula mais apropriada para extrair hidrogênio, então, daqui a 20 anos, pode fazer parte dos carros [híbridos] com células de combustível", avaliou.


Texto: Daniel Schneider

Fotos: Divulgação

Arte: Fabricio Moura

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