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​A revolução na formação de funcionários


Process Center do Polo Automotivo Jeep revoluciona a maneira como se preparam novos operadores

27 de setembro de 2018 - A mais moderna das fábricas da FCA foi inaugurada em Goiana, Pernambuco, muito longe dos tradicionais centros automotivos, em 2015, num local onde não havia profissionais com experiência para assumir as funções necessárias para a produção de automóveis. Três anos depois, o Polo Automotivo Jeep opera em três turnos, com mais de 13 mil funcionários e capacidade produtiva anual de 250 mil veículos. Como isso é possível? A chave da resposta está no Process Center: um moderno centro de treinamento que possui uma mini linha de montagem, capaz de fornecer toda a qualificação que um novo funcionário precisa para exercer com competência suas funções.

“O Process Center treina e prepara as pessoas para produzirem carros com qualidade”, explica Juliana Coelho (foto), gerente da Montagem Final e responsável pelo Process Center. “É uma mini planta, onde simulamos 100% das atividades realizadas na Montagem Final. Simulamos ali o mesmo ambiente da linha de produção”, enfatiza. Antes das aulas práticas, são realizados treinamentos teórico e estático. Em seguida, acontece o treinamento dinâmico na mini linha, específico para a função do operador. “Conseguimos preparar o funcionário para exercer a atividade com total confiança e conhecimento, tendo a visão do processo como um todo”.

É por isso que o Process Center foi um dos primeiros galpões a serem construídos no Polo Automotivo Jeep. “Eu passei 20 dias treinando aqui, antes de ir para a linha”, conta Juliana.

Sala de treinamento teórico, onde são aplicados os conceitos da metodologia WCM

Além da mini linha de montagem, o Process Center possui salas de aula, incluindo três especializadas, conhecidas como dojos. O dojo é um conceito da metodologia WCM (World Class Manufacturing), o sistema de melhores práticas na produção adotado mundialmente pela FCA com objetivo de reduzir custos e otimizar os processos de produtividade, qualidade, logística e manutenção. “Aplicamos na prática conceitos importantes como segurança, torque e qualidade”, diz Juliana. “Nos dojos de torque e de qualidade, os operadores aprendem a fazer as conexões elétricas e os apertos perfeitos antes de começarem na linha”, acrescenta.

No dojo de Qualidade, operadores passam por cinco estágios e aprendem a importância de uma operação bem realizada

“O Process Center possui tecnologia de ponta. Os primeiros Jeep Renegade, Fiat Toro e Jeep Compass foram projetados aqui”, conta Juliana, destacando que o espaço também é utilizado na fase de desenvolvimento de novos modelos. Também partiram do Process Center o planejamento para implantação do segundo e do terceiro turnos na fábrica. “Só para o terceiro turno, foram realizadas 31.592 horas de treinamentos sobre 25 temas diferentes”.

Uma das tecnologias utilizadas nos treinamentos é o software de realidade virtual IC.IDO (do inglês “I see, I do”), que coloca nas mãos do operador um controle que permite manipular objetos virtuais como se estivesse na linha real. “Ele simula a linha, com o carro passando, a matemática do carro, e permite que o operador pegue e coloque os materiais no carro, tudo de forma mais lúdica”, Juliana explica.

Mesmo depois que já estão na linha de produção, os operadores retornam ao Process Center para capacitações periódicas e treinamentos complementares (técnicos, gerenciais e de liderança), com foco no aprimoramento contínuo.

Anderson Marinho (foto) participou da primeira turma do Process Center. O treinamento dele, no fim de 2014, durou 35 dias e foi destinado à função de team leader (na FCA cada equipe de seis operadores tem um líder, o que otimiza a qualidade dos processos e do produto). Hoje, ele é supervisor de Manufatura e instrutor. “O Process Center abre nossos olhos”, declara Anderson, que estava se formando em Administração quando entrou para a FCA. “Depois de um ano no Polo Jeep, comecei a ensinar. Para mim, é muito gratificante dar os treinamentos”, conta.

Alison Ferreira (foto), 20 anos, entrou para o Polo Jeep em 23 de junho, sem experiência no setor automotivo, como a maioria de seus colegas. “O treinamento no Process Center é fundamental para exercermos nossas funções. São muitas informações, mas conseguimos colocar tudo em prática na mini linha, antes de começar”.

Em 2017, 775 turmas passaram por treinamentos no Process Center. Foram mais de 2.500 participantes, dentre novos contratados e complementos para profissionais que já fazem parte da equipe. O total de horas de treinamento ultrapassou a marca de 12 mil horas.


Texto: Daniel Schneider

Fotos: Divulgação