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Jeep no ritmo do São João pernambucano


Marca é apoiadora do “maior e melhor São João do mundo”, em Caruaru, uma das mais encantadoras festas brasileiras

10 de junho de 2019 - A lenha já está preparada em frente às casas para que as tradicionais fogueiras sejam acesas. As bandeirinhas coloridas tomam as ruas. O cheiro de milho cozido e de bolo de macaxeira - como o pernambucano chama o aipim ou mandioca - flutua enquanto as últimas fitas coloridas estão sendo costuradas no vestido junino. Os fogos de artifício já são, facilmente, vistos correr pelo céu. Não resta dúvida: chegou o São João! Uma das manifestações culturais mais fortes no Nordeste do Brasil, onde a maior de todas as festas está em Caruaru, Agreste de Pernambuco. Este ano, a “maior e melhor” festa junina do mundo tem o apoio da Jeep, dando continuidade aos investimentos em cultura no Estado.

Caruaru - distante 190 quilômetros do município de Goiana, onde está localizado o Polo Automotivo Jeep - é o principal e maior polo do São João de Pernambuco, e ganhou o título de “Capital do Forró”. “Estar nesta festa demonstra nosso respeito ao que Pernambuco tem de mais genuíno. Não é só uma forma de inserção de marca, mas é nosso jeito de nos relacionarmos com o contexto do qual fazemos parte desde 2015”, diz o CEO da FCA para a América Latina, Antonio Filosa.

A festa, tradição que remonta desde os anos 1960, é celebrada no mês de junho com muita dança, música e uma gastronomia típica, em sua maioria baseada no milho, uma vez que junho é a época da colheita.


Nascida em Caruaru, a analista júnior de seleção da Jeep, Rafaella Albuquerque, 35 anos, não lembra exatamente quando começou a brincar São João. “Eu era muito pequena, deveria ter uns três anos, quando minha mãe colocava meu vestido quadriculado e fazia pontos no meu rosto como se fossem sardas, uma caracterização típica da época”, relembra. Como não poderia deixar de ser, o São João é sua festividade predileta. “É um momento que une, um aconchego que não se encontra em todo lugar, um clima gostoso para celebrar com a família”, descreve, frisando que, até hoje, sua família se reúne em torno da tradicional fogueira para festejar a data.

Entre as peculiaridades do São João, Rafaella lembra de uma inusitada tradição. “Temos o costume de fazer as comidas típicas em formato gigante, como o maior cuscuz, a maior canjica, a maior pamonha e o maior pé de moleque do mundo. E tudo isso começa na rua. São ideias de brincadeiras que só o nordestino consegue tirar da cartola”.

A paixão pelo festejo junino vem junto com o orgulho da cultura nordestina. Todo esse apreço, tanto dela quanto de sua família, Rafaella conta, é repassado para os mais novos. “Ainda não tenho filhos, mas essa minha paixão, com certeza, será transmitida a eles. E a gente faz questão que meus sobrinhos conheçam. É importante que a gente não perca essa cultura e que essa fogueira continue acesa dentro de cada um de nós.”


Com anos de tradição, o São João de Caruaru ocorre no Pátio de Eventos Luiz Lua Gonzaga, onde foi instalado o camarote oficial da Jeep. O espaço também recebeu a arte do xilogravurista e mestre pernambucano Jota Borges, que criou toda identidade da festa.

Na Vila do Forró, onde estão localizados restaurantes e barracas, decoradas com adereços juninos como bandeirinhas coloridas e balões, estão à venda canjica, pamonha, milho (verde, assado ou cozido), bolo de milho e arroz doce – para citar apenas algumas das principais comidas típicas da festa. É lá, também, onde ocorrem shows com artistas locais e as tradicionais quadrilhas juninas, uma dança coletiva embalada por um trio de instrumentos - sanfona, zabumba e triângulo - e por diversos casais trajados como manda a tradição.


Com tanta animação, Caruaru se transforma em um ponto de encontro na época de São João. Nesse sentido, todo ano, circulam pela cidade entre 1,5 milhão e dois milhões de turistas de diversos cantos do País durante os 30 dias de festa. Com tanta gente disposta a dançar forró, o secretário de Desenvolvimento e Economia Criativa da cidade, João Melo Neto, conta que a economia da cidade melhora significativamente. Ele calcula que, durante o mês de junho, a festa movimenta R$ 200 milhões e gera cerca de 7 mil empregos diretos. “Talvez o São João seja mais relevante para a economia local do que o Natal”, arrisca.

João acredita que, para o nordestino, o São João é a maior representação da cultura popular. “Acho que até mais do que o Carnaval, já que essa festa a gente divide com estados como o Rio de Janeiro e São Paulo. Mas São João só tem aqui no Nordeste.” Diante da relevância do festejo e do que ele representa para o povo nordestino, ele conta que ter uma empresa como a Jeep apoiando é motivo de orgulho. “Enquanto caruaruense e pernambucano, ver a Jeep se aproximando e entendendo o que é essa manifestação regional é emocionante, pois dialogar com a população através da cultura é algo muito genuíno”.


Texto: Isabela Alves

Fotos: Janaína Pepeu, Arnaldo Félix, Divulgação

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