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Dicas e regras para transportar crianças


Entenda de uma vez por todas quais são as regras para levar as crianças com segurança máxima dentro do automóvel

13 de maio de 2019 - Que há leis e regras para transportar crianças nos carros, todo mundo sabe. Mas nem todo mundo que transporta os pequenos domina, de fato, essas recomendações, que são fundamentais para aumentar a segurança no trânsito, especialmente das crianças. Ainda ocorrem muitos acidentes em decorrência de falta de informação, suposições e incorreções. A solução começa por você. Vamos ver se você tem seguido corretamente as regras?

No caso do transporte de crianças, quase todas as medidas dizem respeito às cadeirinhas infantis, cujo tamanho e design variam conforme a idade, altura e peso da criança. Ao adquirir uma cadeirinha, é importante observar se ela possui o(s) selo(s) de qualidade exigido(s) pelo país onde é vendida. É essa certificação que garante que o produto cumpre todas as normas de segurança. É necessário ainda se assegurar que o modelo é compatível com o veículo onde será utilizado e, idealmente, testar antes. “Dependendo do carro e do modelo de cadeirinha escolhido, ela pode não servir, devido à limitação de espaço e ocupação do assento traseiro, mesmo sendo compatível”, alerta Vilson Tolfo, gerente de regulamentação e homologação da FCA para a América Latina.

O sistema mais comum das cadeirinhas ainda é aquele que se prende com o cinto de segurança. Mas já há sistemas ainda mais seguros, como o Latch e o Isofix, que foram desenvolvidos especialmente para prender melhor e com mais facilidade as cadeirinhas, aumentando a segurança e diminuindo as chances de fixar errado, o que é muito comum. “A própria estrutura das cadeirinhas Latch e Isofix é mais robusta também. Por isso, elas são mais caras. Mas compensam o investimento”, recomenda Vilson. A diferença entre o sistema Latch e o Isofix são os conectores. “O Latch usa tiras com ganchos e o Isofix tem hastes metálicas”, Vilson explica. Ambos também contam com uma ancoragem superior. Para usar uma cadeirinha dessas, é necessário que tanto o veículo quanto a cadeirinha sejam do mesmo sistema. Os novos modelos da FCA, como os Fiat Argo, Cronos e Toro e os Jeep Compass e Renegade já vêm de fábrica com suporte para duas cadeirinhas Isofix.

Bancos traseiros do Fiat Cronos, com suporte a duas cadeirinhas Isofix.

Desde 2015, países da América Latina estão aderindo a esses sistemas. Hoje, todos os carros novos vendidos na Argentina, no Equador e no Uruguai precisam ter suporte a um dos sistemas. No Chile, os novos projetos precisam aderir desde 2017 e, no Brasil, desde 2018 (em 2020 passa a valer para todos os modelos novos).

Cada modelo é preso de uma maneira diferente, então vale seguir direitinho o manual de instruções e buscar vídeos na internet de pessoas mostrando como se instala corretamente. Se necessário, peça ajuda de um amigo que já saiba fazer. Sempre se certifique de que a cadeirinha está na posição correta e ficou bem fixa.

Vejamos então as normas recomendadas na maioria dos países. Usamos a legislação brasileira como referência, já que ela segue normas aceitas internacionalmente:

1. Bebês de 0 a 1 ano de idade (até 9 Kg): devem ser transportados no banco de trás do carro, no bebê conforto, posicionado de costas. Ou seja, o bebê fica na posição inversa à dos demais passageiros, olhando para o vidro traseiro. Isso garante maior segurança em caso de acidente, uma vez que nessa idade eles ainda não têm o pescoço muito firme. Não precisa espremer o bebê no cinto do bebê conforto, mas ele precisa, sim, estar suficientemente firme para que não haja risco de escapar.

2. Crianças entre 1 e 4 anos (9-18 Kg): devem se acomodar na cadeirinha apropriada para a idade/altura/peso, presa no banco traseiro com o cinto de segurança ou o sistema Latch/Isofix e voltada para frente. Certifique-se de que o cinto da própria cadeirinha também esteja corretamente instalado e afivelado.

3. Crianças entre 4 e 7 anos e meio (18-36 Kg): acomodadas no banco de trás do carro, utilizado assento de elevação (booster) preso por cinto de segurança de três pontos. O assento de elevação assegura que o cinto de segurança não passe pelo pescoço da criança. Se isso ainda ocorrer, é um sinal de que ela deve voltar à cadeirinha.

4. Crianças entre 7 anos e meio e 10 anos (36 Kg): já dispensam o assento de elevação, desde que tenham mais de 1,45m de altura. Mas ainda precisam trafegar no banco de trás e, claro, usar o cinto de segurança, como todos os demais passageiros.

5. Crianças maiores de 10 anos: Se tiverem mais de 1,45m de altura, já podem trafegar no banco dianteiro, usando, claro, o cinto de segurança. Mesmo assim, como o banco traseiro é mais seguro, é recomendado usá-lo sempre que possível.


Cada modelo de cadeirinha tem limites diferentes de peso, que também devem ser respeitados. Nos carros que não possuem banco traseiro (como picapes cabine simples, por exemplo), a lei brasileira permite que as crianças trafeguem no banco da frente, desde que observadas as mesmas medidas de segurança detalhadas acima e mais uma: o airbag do banco dianteiro do passageiro deve ser desativado.

Além das regras acima, é essencial que as portas e janelas próximas às crianças estejam devidamente travadas, para que não haja risco de abertura acidental ou mesmo abertura externa por alguém mal-intencionado.

Os motoristas que não cumprirem a legislação, além de colocarem em risco a segurança das crianças, incorrem em multa, conforme o código de trânsito local. No Brasil, descumprir qualquer das regras para transporte de crianças é “infração gravíssima”, que gera sete pontos na carteira, multa de R$ 293,47 e retenção do veículo até que a irregularidade seja corrigida.


Texto: Daniel Schneider

Fotos: Divulgação

Arte: Fabricio Moura


Este conteúdo faz parte da participação do site FCA Latam Stories no Maio Amarelo de 2019. O Maio Amarelo é um movimento global entre governos, entidades de classe, empresas e sociedade civil, para chamar a atenção para a importância da segurança no trânsito. Confira os outros conteúdos aqui e aqui.

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