Cachorro dentro de uma caixa

Dicas e regras para transportar seu pet no carro


Se você está pensando naquele cachorro peludo tomando vento na janela, precisa aprender o que a legislação diz sobre o assunto

6 de maio de 2019 - Orelhas malucas, língua para fora da boca, cabeça para fora do carro e aquele olhar eletrizante. Seu cachorro adora passear assim? Pode ser superdivertido, mas também é perigoso e (talvez você não saiba) é infração prevista na lei de diversos países, como o Brasil. Afinal, se há regras para transportar as crianças, por que não haveria também para os membros mais peludos (ou plumados ou escamosos…) da família?

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), órgão responsável por realizar o censo demográfico no país, desde 2015 há mais pets do que crianças nos lares da tradicional família brasileira. E, só porque eles não precisam de cadeirinhas, não significa que você pode transportá-los de qualquer jeito. Isso é importante não só para a segurança deles, mas também para a sua e a de todos que estiverem no trajeto do seu carro.

Isso porque os queridos animaizinhos costumam causar distrações ou bloqueios que podem afetar a direção do veículo. Sem falar que alguns curtem a vida louca e tentam pular do carro em movimento! “Numa colisão, ele pode ser até mesmo arremessado contra os demais ocupantes do veículo”, alerta Vilson Tolfo, gerente de Regulamentação e Homologação da FCA para a América Latina.

Então, pra começo de conversa: eles simplesmente não podem ir soltos ali dentro do carro. O Código de Trânsito Brasileiro, que usamos como referência para este texto, proíbe essa prática e, em três artigos, prevê punições e multas para quem descumprir. Vamos a ele:

O artigo 169 alerta para o perigo de “dirigir sem atenção ou sem os cuidados indispensáveis à segurança”, que é o caso de ter um animal livre, leve e solto por ali, especialmente se estiver na parte dianteira (ou, mais grave ainda, no colo do motorista). Por mais perigosa que seja essa prática, neste caso a lei pega leve e prevê apenas multa de R$ 88,38 e 3 pontos na CNH para o motorista infrator.

No artigo 235, o alerta é contra “conduzir pessoas, animais ou carga nas partes externas do veículo, salvo nos casos devidamente autorizados”. Então não vale levar o animal na caçamba, ok? Cabeça (ou qualquer parte do corpo) para fora entra nesta categoria e também na citada acima, então evite. Neste caso, a lei configura como infração grave, com multa de R$ 195,23, cinco pontos na carteira e retenção do veículo.

Por último, no artigo 252, inciso II, proíbe-se “dirigir o veículo transportando pessoas, animais ou volume à sua esquerda ou entre os braços e pernas”. Esta é considerada uma infração média, que lhe dá 4 pontos na carteira e R$ 130,16 de multa.

Bem, agora que você já sabe o que não fazer, vamos às dicas sobre como transportar os bichinhos corretamente. Como você deve ter imaginado, isso vai depender de qual é o seu animal de estimação. Estamos falando de espécie, tamanho e comportamento. Basicamente, o que você precisa é mantê-los seguros e contidos, mas confortáveis, evitando que tenham risco de colocar parte do corpo para fora do veículo, de se machucarem com os movimentos do carro ou de atrapalharem a direção. Para isso, existem algumas dicas:

Uma caixa de transporte

1. Use uma caixa de transporte: sabe quem costuma odiar carro, mas adorar caixas? Exatamente: os gatos. Esta é, então, uma ótima maneira de deixar o bichano tranquilo, acomodado, seguro e sem nenhuma vontade de pular na sua cara bem na hora de fazer a conversão. É fácil encontrar caixas de transporte feitas especialmente para isso (dessas que você prende no cinto de segurança) em lojas especializadas. Esses produtos também são ótimos para transportar um cachorro pequeno.

2. Use um cinto de segurança: Não confunda UM cinto com O cinto de segurança. Não estamos falando aqui do cinto de segurança que você já tem no carro, mas de um modelo específico para o animal. Custa menos que a caixa de transporte e é como a guia de passear, mas feito para isso, então ele não vai enforcar o cachorro quando você frear. Isso porque ele prende o animal pelo tórax ao cinto de segurança ou sistema Isofix do veículo, de modo que ele fica contido numa das laterais do banco traseiro. Você vai precisar ajustar a distância para que o animal não fique nem muito livre nem com espaço de menos. É ideal para os animais crescidinhos que não cabem muito bem na caixa ou no assento do qual vamos falar agora.

3. Use um assento especial: É um espécie de “cadeirinha de bebê”, só que para pets. Na verdade, trata-se de uma espécie de cesto que, como não é cercado como a caixa, precisa também do cinto de segurança do animal. Esses assentos costumam ser bastante confortáveis e servem melhor aos cães menores, especialmente os que se sentiriam muito confinados na caixa.

4. Use uma grade de segurança: se o seu cachorro é dos grandes (ou dos desesperados), nenhuma das soluções anteriores vai servir, então você vai precisar acomodá-lo no porta-malas. Importante: não é permitido (nem seria gentil de sua parte) levar animais em porta-malas fechados, como os de sedãs. Nos demais, você pode instalar uma grade de segurança, para impedir que o espertalhão queira se juntar a você na cabine e provocar multas/acidentes. Além da grade, você pode querer colocar um tapete de segurança também, que protege o veículo e dá mais aderência ao animal. Ou, ainda, investir num “bolsão canil”, que é como uma barraca que acomoda seu cão com conforto no porta-malas, e também impede que ele acesse a cabine ou suje o veículo.

5. Use uma gaiola: se o seu bichinho é uma ave, um réptil, um mamífero pequeno (como um hamster) ou outro bicho desse porte, leve-o numa gaiola, acomodada de forma que fique fixa e segura (você pode usar o cinto de segurança no banco traseiro ou o chão do veículo, atrás de um dos bancos dianteiros). Cuide também para que o conteúdo da gaiola não possa machucar o bichinho com os movimentos do veículo, claro. E cubra a gaiola com um pano, ou vai ser um passeio bastante estressante, especialmente para os pássaros...

6. Use um saco plástico com água: mas, por favor, só se o bicho for um peixe e a viagem não for muito longa, OK? Da mesma forma que com a gaiola, procure acomodar o saquinho para não machucar o animal.

Essas dicas resolvem o problema das infrações. Mas, mais do que isso, resolvem o problema da segurança no trânsito, que é o principal. Isso além de evitarem que seu bichinho se machuque no transporte ou fique irritado. Lembre-se que ele tem dificuldade de se apoiar no carro em movimento, então dirija com mais gentileza quando ele estiver com você. Se for viajar então, você tem que ter cuidados extras para que seu amigo não fique enjoado, desidratado ou doente. E uma última dica: deixe as janelas fechadas, mas com abertura suficiente para circular ar na cabine. Os bichos adoram!


Texto: Daniel Schneider

Fotos: Divulgação


Este conteúdo faz parte da participação do site FCA Latam Stories no Maio Amarelo de 2019. O Maio Amarelo é um movimento global entre governos, entidades de classe, empresas e sociedade civil, para chamar a atenção para a importância da segurança no trânsito. Confira os outros conteúdos aqui e aqui.

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